Papa Pio XII

Carta ao Papa Pio XII

 

Em Carta ao Papa Pio XII, em 1943, por ocasião de uma visita ao trono de Pedro, Irmã Maria Pierina escrevera:
Eu tinha doze anos quando, na Sexta-Feira Santa, esperava em minha paróquia a minha vez de beijar o crucifixo, e ouço uma voz distinta que diz: ‘Ninguém me dá um beijo de amor no rosto, para reparar o beijo de Judas?’Acreditei na minha inocência de menina, que todos ouvissem a voz, e fiquei com muita pena vendo que continuavam a beijar as chagas e que ninguém pensava em beijá-lo no Rosto. Eu darei o beijo de amor, Jesus, tenha paciência. Na minha vez, apliquei-lhe um forte beijo no Rosto, com todo o ardor do meu coração. Eu estava feliz, acreditando que Jesus, agora contente, não sofreria mais aquela pena.

Assim a conta, na carta a Pio XII: “Em 31 de maio de 1938, quando rezava na capelinha de meu noviciado, uma Bela Senhora se apresentou a mim: tinha nas mãos um escapulário formado por duas flanelinhas brancas, unidas por um cordão”.
Em uma estava a ‘imagem’ da Sagrada Face de Jesus e a frase: “Ilumina Domine Vultum Tuum super nos” (Fazei resplandecer sua face sobre nós) e na outra uma hóstia circundada por raios e com a frase: “Mane nobiscum Domine”. (Fica conosco senhor).

Este escapulário é uma arma de defesa, um escudo de fortaleza, uma promessa de amor e de misericórdia que Jesus quer oferecer ao mundo nestes tempos de sensualidade e de ódio contra Deus e a Igreja. Estendem-se redes diabólicas para arrancar a fé dos corações, o mal se expande, os verdadeiros apóstolos são poucos, é necessário um remédio divino e este remédio é o Santo Rosto de Jesus. Todos aqueles que usarem um escapulário como este e, podendo, fizerem toda terça-feira uma visita ao Santíssimo Sacramento para reparar os ultrajes que recebeu o Santo Rosto durante a Sua Paixão e que recebe todos os dias no sacramento eucarístico, serão fortalecidos na fé, estarão prontos a defendê-la e asuperar todas as dificuldades internas e externas, e ainda terão uma morte serena sob o olhar amável do meu Divino Filho’”.

Irmã Maria Pierina encontrou muita dificuldade em conseguir que seus superiores do convento atendessem ao pedido de Maria Santíssima em fazer este escapulário. Não só se negaram a fazê-lo como também a proibiram de fazê-lo. Tinham-na por louca, desiquilibrada e não acreditavam nestas Aparições.
Até que um dia, foi substituída a Madre Superiora do convento. Irmã Maria Pierina então foi dizer a esta nova superiora sobre as Mensagens e o pedido de Nossa Senhora em fazer o Escapulário. A Princípio ela não acreditou, mas, depois, convencida pelo TESTEMUNHO

DE VIDA E SANTIDADE da Irmã Maria Pierina, convenceu-se da veracidade das Aparições e concordou em ajudar. Contudo, disse á Irmã Maria Pierina: "- Diga a Nossa Senhora que não posso fazer o Escapulário, mas se Ela aceitar farei uma Medalha da Sagrada Face com as inscrições que Ela pediu." Irmã Pierina então perguntou a Santíssima Virgem se Ela aceitaria a Medalha. Nossa Senhora aceitou.

 

No dia 7 de Abril de 1943 a santíssima Virgem lhe apareceu e disse:
“ Minha filha, não se preocupe, pois o escapulário é substituído pela MEDALHA, com as mesmas promessas e favores. Só resta difundi-las mais ainda. Ora, interessa-me muito a festa da Sagrada Face de meu  Divino Filho. Diga-o ao Papa, que esta festa tanto me interessa. Em seguida abençoou-a e desapareceu.”

 

Após grandes dificuldades, obteve permissão para cunhar a medalha.  As despesas de encomenda  das medalhas foi um milagre. Maria Pierina encontrou em sua mesa um envelope com a quantia exata de, 11.200 liras, dinheiro necessário para cunhar as primeiras Medalhas.

O demônio mostrou seu desgosto, ódio e raiva em ver as Medalhas prontas. Este infernal inimigo de Deus derrubou as Medalhas no chão, pelos corredores e pelas escadas, quebrou imagens e queimou as imagens da Sagrada Face e bateu na irmã Pierina. Em vão. As Medalhas seguiram seu destino: Os pecadores necessitados da Face do Senhor!

 

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, o mundo estava em turbulência. Neste período, na Itália, viu-se uma ampla distribuição desta medalha. A primeira medalha foi enviada ao Santo Padre e depois começou a distribuição e logo reconhecida como miraculosa. Parentes e amigos dos combatentes enviaram aos soldados, marinheiros e aviadores a réplica da Sagrada Face de Jesus. Homens, mulheres, crianças, jovens, velhos, sãos, enfermos, cristãos, bêbados e prisioneiros de guerra: todos experimentaram seu prodigioso efeito. Desde então, a medalha tornou-se famosa por seus milagres e grandes favores espirituais e temporais.Não há notícia de um só condenado à morte que, tendo levado a medalha, tivesse sido executado: todos foram salvos.